
Os praticantes de bullying, no mundo real ou na internet, visam o sofrimento psicológico da sua vítima por meio de sua exposição, exclusão, perseguição e humilhação públicas. É natural que a preocupação, nos casos de bullying, se voltem à vítima. Mas é importante considerar que o agressor muitas vezes também mostra sinais claros de adoecimento emocional, com os mesmos problemas que infere à sua vítima: insegurança, frustração, problemas de autoimagem, entre outras. Ele pode estar "passando adiante" problemas que está vivendo. Ainda que não seja uma desculpa razoável, trabalhar estes problemas pode ser uma forma eficiente de cessar o bullying.
A psicoterapia é uma ferramenta muito útil no apoio às crianças e jovens que são vítimas de bullying e que, muitas vezes, sofrem calados este tipo de exclusão. Um dos principais focos da terapia é promover o autoconhecimento como caminho para o bem-estar e a criação de estratégias de preservação e fortalecimento. Afinal, quem está bem não costuma machucar, nem aos outros e nem a si mesmo. Quem está forte emocionalmente pode combater os efeitos do bullying com mais facilidade, buscando saídas maduras para conflitos que, em ambientes saudáveis, não devem ocorrer.